Tomodachi Life é um jogo para o portátil Nintendo 3DS que lembra muito o popular The Sims, girando em torno de relacionamentos que são construídos com outros personagens virtuais espalhados por uma ilha. Assim, é possível ter amigos amigos, namorados e até mesmo se casar, mas apenas se eles forem um homem e uma melhor.
No entanto, há uma pessoa que deseja a modificar esse quadro. Tye Marinine, um jovem de 23 anos do Arizona, iniciou uma campanha no início dessa semana batizada por ele de “Miiquality”, que tenta convencer a Nintendo a alterar essa característica do game.
“O jogo tem um grande foco em relacionamentos, por isso este é um problema para muitos jogadores LGBT”, disse Marinine. Ele ainda completa: “Eu acredito que esta é uma questão importante que deve ser resolvida ou pelo menos reconhecida pela Nintendo. Por isso comecei um movimento na esperança de convencer a empresa a adicionar relações do mesmo sexo em Tomodachi Life, através de uma atualização, ou pelo menos garantir que essa possibilidade esteja incluída em uma sequência no futuro”.
Marini também criou páginas no Facebook e no Twitter para quem esteja interessado em apoiar a campanha. Além disso, ele também deseja que o game tenha opção de linguagem em inglês.
Na versão japonesa de Tomodachi Life, que foi lançado no ano passado, os personagens podiam se casar graças a um bug do próprio jogo. No entanto, algumas semanas depois do lançamento, a empresa lançou uma atualização que corrigiu esse bug.
Nintendo responde
Após os apelos feitos por Tye Marinine, a empresa não cedeu, mas tentou explicar os motivos para não liberar o relacionamento de personagens do mesmo sexo.
“A Nintendo nunca teve a intenção de fazer qualquer tipo de menção a qualquer tipo de aspecto da sociedade com o lançamento de Tomodachi Life. As opções de relacionamento no jogo representam um mundo alternativo e brincalhão, em vez de uma simulação da vida real. Esperamos que todos os nossos fãs vejam que Tomadachi Life foi concebido para ser um jogo caprichoso e peculiar, e que não estamos fornecendo nenhuma opinião a respeito da natureza humana”.
Fonte BJ
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