Próximo jogo de corrida da Evolution Studios e exclusivo do PS4, DriveClub é um dos jogos mais aguardados por quem gosta do gênero, mas sente que é hora de dar um salto em gráficos, física e, principalmente, realismo.
O PlayStation Blog conferiu a produção do jogo, com lançamento previsto para outubro de 2014, e listou o que esperar do título. Itens como ambientação de cenários, precisão na composição dos carros e uma física que nem parece de mentira deixam de queixo caído qualquer um que joga as demonstrações.
Ainda há muita coisa a ser feita pelos desenvolvedores, mas desafiamos você a não ficar impressionado com tantos elementos em jogo.
Os carros
O maior realismo de DriveClub está nos carros: quem é fã de modelos de todos os formatos e estilos vai reconhecer não só o visual, mas o perfeccionismo em reproduzir sons e efeitos variados.
1) Cada veículo é feito de 260 mil polígonos — isso dentro do jogo, não em animações ou vídeos, e sem contar pistas, cenários e os outros carros.
2) O detalhamento é nada menos que incrível, tanto que cada carro leva sete meses para ficar pronto. Isso envolve licenciamento com a montadora, processamento de dados, modelagem e retoques finais.
3) São mais de 500 materiais diferentes na composição dos veículos, que incluem um sistema de reflexo avançado para efeitos de iluminação e precisão na replicação de marcas famosas
4) Pesquisar foi trabalhoso: mil fotos do interior e exterior de cada carro são tiradas para embasar a modelagem no game. A Pagani até insere o nome da montadora na cabeça dos parafusos, algo reproduzido também no jogo.
5) A pintura em camadas está presente em cada carro: há carbono, tinta base, materiais mais metalizados e a textura final. Ela é desgastada a cada batida, sem contar a presença de poeira e lama, dependendo da pista.
6) Todo o áudio foi capturado do zero, sem o uso de samples ou sons já existentes e com os instrumentos de gravação mais avançados possíveis. São 16 microfones, dedicados especialmente ao motor, cujo som varia até de acordo com o ângulo da câmera do game.
Ambientação
Em DriveClub, espere paisagens não só realistas, mas que são simulações idênticas a pontos turísticos de todo o mundo. Alguns efeitos gráficos presentes no jogo você mal percebe quando dirige na vida real.
7) A equipe de DriveClub percorreu 200 km por dia para mapear pistas, levando duas semanas em cada locação.
8) Dados da NASA foram usados para mapear o céu à noite, garantindo as constelações em seus devidos lugares. Eles serviram também para a composição de paisagens e cadeias montanhosas.
9) Você pode alterar nas opções do jogo a duração do ciclo noite/dia, garantindo, ganhando mais tempo para apreciar o pôr-do-sol enquanto pilota ou vendo a Lua duas vezes na mesma corrida. Isso altera ainda a fauna do cenário.
10) Algumas pistas possuem mais de 1,2 milhão de árvores na beira das estradas. O número pode aumentar em alguns casos — confira o gameplay abaixo para ter um exemplo da diversidade.
11) Toda a iluminação foi gerada de forma independente com variáveis individuais, como fontes de luz externas (lâmpadas de rua, de casas e até de câmeras). Pedras e asfaltamentos foram modelados manualmente, garantindo realismo (veja poças d'áua e rachaduras na imagem abaixo) e evitando repetições.
12) O horizonte é inteiro gerado com cuidado e tem 200 km de extensão, não sendo "chapado" no fundo da tela. Até a curvatura da Terra foi simulada.
13) O céu é diferente a cada nova partida, a não ser que você esteja revendo um desafio já concluído. Em adição a isso, fenômenos como a aurora boreal podem ser vistos em pistas de lugares como Canadá, Noruega e Escócia.
14) As nuvens são modelos 3D que variam até na difusão da luz solar e no tamanho das sombras. Graças a uma série de cálculos que acontecem em tempo real, elas reagem até à velocidade do vento.
15) A plateia fica nos melhores lugares possíveis para assistir à corrida – e isso foi estudado na prática por um designer de pistas que costuma subir em cercas e paredes para achar os ângulos mais favoráveis. Os espectadores ainda terão o vestuário de acordo com o clima do momento.
Física
Dados técnicos reais fornecidos pelas montadoras foram usados para compor a jogabilidade de DriveClub. Apesar do visual ser o ponto mais exibido pela desenvolvedora, a direção também é fluída e realista.
16) A aerodinâmica foi modelada fisicamente. O aerofólio realmente faz a diferença e o DRS (asa móvel) de um carro pode mesmo aumentar velocidade e aceleração.
17) Os pilotos controlados pelo computador ajustam a tática de corrida e o sistema de freios baseados na pressão de outros motoristas. Eles tentam prever ultrapassagens baseados no desenho da pista e usam o KERS (sistema de recuperação de energia cinética, que dá uma potência extra ao motor) estrategicamente.
Bônus
18) Impressionado? Todos os detalhes envolvidos assustam, mas o estúdio garante: entre escolher a pista e começar a acelerar, são apenas 15 segundos de carregamento de tela.
Fonte - Baixaki Jogos (BJ)
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